Projeto de Extensão Centro de Assistência à Saúde Humanizada
Coordenação: Prof. Me. Marcus Menezes Alves de Azevedo
O projeto de extensão visa integrar o aluno de odontologia com uma nova realidade e capacitá-lo para realizar, com o acompanhamento do professor, a adequada abordagem e/ou tratamento ao paciente em extrema pobreza. O atendimento é realizado de maneira que os profissionais vão até aos pacientes, promovendo palestras sobre conscientização de higiene oral e sobre a importância dos cuidados com a saúde tanto em crianças quanto em adultos, idosos e gestantes. Além disso, é feita uma pré-seleção para que os atendimentos sejam feitos em ambiente estruturado para a área da Odontologia, onde passarão por uma anamnese, pedidos de exames (se necessário), plano de tratamento e execução do mesmo.
Esse primeiro contato com a comunidade acontece através das associações de moradores (naquelas que não possuem Unidade Básica de Saúde/UBS) ou das UBS (nas comunidades que possuem UBS, mas que não promovem atendimento odontológico). A partir do preenchimento de um cadastro, serão selecionados até 20 (vinte) pacientes.
Essa assistência tem como objetivo prevenir/ tratar o que for de nossa competência e minimizar as complicações orais decorrentes da falta do acesso à saúde, bem como orientar os pacientes sobre importância do cuidado com a cavidade oral. Com o conhecimento específico do aluno e o atendimento odontológico realizado, espera-se melhorar a condição não só da saúde bucal dos pacientes, mas como um todo, minimizando as complicações orais e assim contribuir para a melhora da qualidade de vida e saúde geral desse paciente.
O espaço de execução do projeto é a Clínica do Curso de Odontologia do UNIFLU/ Campus II, na cidade de Campos dos Goytacazes/ RJ. O projeto poderá ser paralelamente estendido para outras Regiões que desejarem implementar e realizar a promoção em saúde humanizada, com ênfase na conscientização da higiene oral.
Violência contra a mulher – uma questão de inclusão social: a realidade existente na cidade de Campos dos Goytacazes/RJ
Coordenadora: Profa. Dra. Inês Ururahy de Souza
O projeto denominado “Violência contra a mulher – uma questão de inclusão social: a realidade existente na cidade de Campos dos Goytacazes/RJ” está sendo realizado desde 2021, com bolsa Faperj, pelo Curso de Direito do Centro Universitário Fluminense – UNIFLU, localizado na Região Norte do Estado do Rio de Janeiro, no município de Campos dos Goytacazes.
O principal produto do projeto será a análise da discriminação da mulher no município, tendo por base, a pesquisa do Núcleo de Prática Jurídica da UNIFLU, em sua dimensão extensionista, cujo objeto é a violência contra a mulher na cidade, compromisso assumido pela Superintendência de Justiça e Assistência Judiciária da Prefeitura, no sentido do desenvolvimento de estratégias multissetoriais, com o intuito de dar suporte às práticas de diminuição de violência contra as mulheres do Município. Destaca-se o papel do Ministério Público, dos Defensores e Operadores do Direito no combate à violência.
O embasamento teórico e jurídico serão os que se encontram respaldados nas leis e os dados levantados estarão disponibilizados, com a proposta de mobilizar estratégias e ações que irão proteger os direitos humanos veiculados às mulheres.
Por isso, através de pesquisas direcionadas serão reconhecidas as diferentes formas de violência, tendo em vista que este grave problema social, desafia profissionais e opinião pública, havendo necessidade do estudo de concepções e práticas que revertam o quadro discriminatório que permite agressões reiteradas contra as mulheres.
Frisa-se que a violência contra a mulher é, na maioria das vezes, silenciosa, dolorida, enrustida, calada, porque opressora; humilhante porque castradora da indignação, constituindo-se em um problema social associado a um conjunto de problemáticas que é a realidade vivenciada por muitas brasileiras, tais como: pobreza, desigualdade social, baixa escolaridade e qualidade de vida, com habitação inadequada, além de vícios como alcoolismo e drogas mais pesadas, sem falar no desemprego e ausência de perspectiva futura.
Diante do exposto, o presente projeto realizará levantamento e análises de Boletins de Ocorrência e outros documentos, junto à Delegacia da Mulher (DEAM), Centro Especializado de Atendimento à Mulher (CEAM), Casa Benta Pereira, Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (COMDIM) e a Patrulha Maria da Penha do 8ª Batalhão da Polícia Militar.
Os órgãos competentes serão pesquisados no sentido de formar um banco de dados sobre quais formas de violência contra a mulher são praticadas na cidade; analisar as formas de violência não manifestadas concretamente; relacionar as representações de violência com o compromisso social; repensar posturas e intervenções dos representantes da Justiça frente à violência; verificar e analisar as legislações existentes; como também, discutir estratégias e ações a serem realizadas.
O presente estudo utilizará pesquisas de dados especiais, secundários e estatísticos, relatórios de reuniões, leitura de material bibliográfico, discussões, apresentação dos resultados coletados, sistematização, para que a pesquisa possa trazer resultados práticos, através do recolhimento de informações da cidade, demonstrando que a mulher tem o direito de não sofrer agressões no espaço público ou privado, ser respeitada como gênero em suas especificidades, ter acesso aos serviços da rede de enfrentamento à violência contra a mulher, seja ela física, moral, psicológica ou verbal. A pesquisa objetiva comprovar que democratizar direitos significa que não basta garanti-los constitucionalmente, mas sim, necessário se faz que haja conscientização e valorização do ser humano.
Atualmente, as estatísticas sobre crimes contra a mulher denunciam que o feminicídio e os abusos físicos e psicológicos contra as mulheres aumentaram de forma significativa na última década, numa demonstração de que as formas de discriminação do gênero feminino e desvalorização do “ser mulher” têm expandido. Diante deste contexto, o projeto em destaque cumpre um papel social relevante, ao buscar por meio de pesquisas e dos mecanismos jurídicos, alternativas que minimizam a violência contra as mulheres campistas.
Projeto de Atendimento Odontológico ao Paciente Oncológico
Coordenadora: Profa. Dra. Leila Corrêa Barreto Siqueira
Em execução desde 2015, este Projeto de Extensão visa integrar o aluno com uma nova realidade e capacitá-lo para realizar, com o acompanhamento do professor, o adequado tratamento odontológico aos pacientes que serão submetidos ao tratamento oncológico. O atendimento odontológico será realizado nos pacientes antes, durante e após o tratamento oncológico.
Essa assistência tem como objetivo prevenir e minimizar as complicações orais decorrentes do tratamento oncológico, bem como orientar os pacientes sobre os possíveis efeitos deste tratamento na cavidade oral. Com o conhecimento específico do aluno e o atendimento odontológico realizado, espera-se melhorar a condição bucal dos pacientes fragilizados pelo tratamento oncológico, minimizando as complicações orais decorrentes desse tratamento e assim contribuir para a melhora da qualidade de vida desse paciente.
O projeto de extensão funciona as quintas-feiras, com início às 8 horas da manhã com as atividades te ricas do “Centro de Estudos em Odontologia Oncológica” e se continuam a partir das 9:00 horas com o atendimento clínico, na parte da manhã.
A seleção de participantes é feita através de processo seletivo e o requisito é estar cursando odontologia, sendo diferenciada sua atuação de acordo com o período que ele esteja cursando, sendo possível até o 6º período o aluno participar das atividades teóricas e auxiliar, em tarefas variadas, os alunos que estarão fazendo atendimento, só permitido aos alunos a partir do 7º período do curso de odontologia.
Também são admitidos estudantes de outras áreas, coo Psicologia, oriundos de instituições conveniadas a UNIFLU. tem sua frequência controlada, fazem relatórios de suas atividades de cada clínica e apresentam seminários do tema indicado.